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João Paulo Rillo
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Artigo: Paulo Preto, uma prova da eterna impunidade dos tucanos
Terça-Feira, 27 de Março de 2018 - 11:07 - Categoria: Geral
 

*Artigo publicado no site Viomundo*



Entre as várias iniciativas fiscalizatórias do meu mandato (
veja PS do Viomundo), acrescenta-se uma representação, de 2012, para o Ministério Público Estadual sobre indícios de superfaturamento em contratos firmados pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) enquanto Paulo Vieira de Souza, o conhecidíssimo e impune Paulo Preto, foi diretor de Engenharia.


Especificamente, estava interessado em que fossem submetidos às investigações os contratos com o Consórcio Nova Tietê, da qual a Delta Construções S.A era empresa líder, e com o Consórcio Desenvolvimento Viário, responsáveis pelas obras de ampliação da Marginal Tietê nas gestões de José Serra (estadual) e Gilberto Kassab (municipal).


A minha iniciativa acabou por determinar a reabertura do Inquérito Civil nº 1241, de 2009, que havia sido arquivado.


Como Paulo Preto, ainda que ele próprio se considere um “líder”, não tem foro privilegiado na área civil, o inquérito foi mantido com o MPE-SP, sob a responsabilidade do 3º promotor de Justiça Luiz Ambra Neto, substituído recentemente pelo promotor Paulo Destro, e ainda não foi concluído.


Na esfera criminal, o Grupo de Combate aos Cartéis – Gedec –, do MPE-SP, propôs ação criminal, que tramita atualmente na Justiça Federal do Rio de Janeiro, contra boa parte dos envolvidos nos supostos superfaturamentos das obras de ampliação da Marginal Tietê, embora omita o nome de Paulo Preto.


Diante do fato novo deflagrado pela iniciativa das autoridades da Suíça, que repassaram espontaneamente à Justiça Federal de SP provas robustas de que Paulo Preto é o titular de quatro contas secretas naquele país, num total de R$ 113 milhões, estou insistindo para que o MPE-SP peça o compartilhamento dessas provas.


Estou também questionando o MPF do Rio de Janeiro (MPJ-RJ) para que, com base na delação de Adir Assad, investigue os supostos crimes federais de evasão de divisas e de lavagem de dinheiro praticados por Paulo Preto, decorrentes de obras superfaturadas de ampliação da Marginal Tietê, bem como de outras obras, também superfaturadas, no Estado de SP, onde tenha eventual participação delituosa.


Além disso, peço que o MPF-RJ solicite o compartilhamento de provas que registram suas contas no exterior.


Para oferecer oportunidade aos demais parlamentares, principalmente aos aliados de Geraldo Alckmin, de também se posicionarem em relação à trajetória desenfreada e criminosa de Paulo Preto, estou propondo a abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia Legislativa de São Paulo.


A proposta é apurar o impacto no Rodoanel e em outras obras estaduais da corrupção nos contratos, considerando as delações ao MPF-RJ por executivos de empreiteiras e por Adir Assad, e investigar os possíveis efeitos em custos, questões ambientais e os crimes envolvendo especialmente o ex-diretor da Dersa.


É um arsenal de providências para um único alvo. É que Paulo Preto poderia ser comparado a um highlander sem honra e sem caráter, a serviço dos interesses privadíssimos da elite do PSDB e com o dom da impunidade, capaz de escapar de qualquer denúncia e protegido por forças ocultas de delações assertivas e contundentes feitas contra ele.


Seus primeiros passos na escalada de se tornar o grande operador dos tucanos têm início em 1999, quando trabalhou no Palácio do Planalto durante os quatro anos do segundo governo Fernando Henrique Cardoso como assessor especial da Presidência, no programa Brasil Empreendedor Rural.


Em 2005, é nomeado por Alckmin diretor da Dersa, primeiro nas Relações Institucionais, e, depois, na Engenharia, nomeado por Serra.


Responsável pela obra do Rodoanel, entre outras, entra na mira de Alberto Goldmam, então vice de Serra que, em novembro de 2009, reclama com o governador, qualificando-o de incontrolável.

2010 torna-se um ano de chumbo para o herói do mundo invertido do Tucanistão.


Em abril, com a Operação Castelo de Areia em andamento, Paulo Preto deixa o anonimato que as altas cortes tucanas lhe conferiam e ingressa nas páginas políticas pelas portas dos fundos.


O resultado é sua exoneração da Dersa, logo após a inauguração do Rodoanel.


A partir daí, começa a se manifestar o poder de conseguir sumir, em especial na grande mídia, desaparecendo após os sucessivos escândalos como se tivesse o dom da invisibilidade.


E mesmo agora, recentemente, quando autoridades suíças confirmam a existência de depósitos no nome dele naquele país no valor de R$ 113 milhões – o dobro do que havia no apartamento de Geddel –, os registros na imprensa vão miando, até só sobrar a memória daqueles que insistem em não esquecer.


Paulo Preto conseguiu se livrar das mais intrincadas situações.


Foi flagrado no Shopping Iguatemi com uma joia roubada, teria dado um balão nos seus parças tucanos de R$ 4 milhões recebidos por ele para a campanha de 2010 e manteve impunemente a filha, a advogada Priscila Arana de Souza, como representante das empreiteiras que tinham negócios com a Dersa enquanto era responsável por acompanhar e fiscalizar as principais obras viárias do governo paulista.


Nenhuma das denúncias, dos questionamentos jurídicos e das investigações motivadas por esta coleção de ilegalidades chegou nem perto de ameaçar a liberdade dele.


Ele seguiu lépido em sua trajetória, cobrando pública e objetivamente os favores prestados.  É lendário o aviso enviando a um Serra combalido por uma campanha eleitoral desgastante contra a então também candidata ao primeiro mandato Dilma Rousseff.


Após o nome dele ser lançado pela adversária durante um debate, Serra, questionado pela imprensa, disse que não sabia quem era.


Rapidamente, Paulo cunhou em resposta a antológica frase “não se larga um líder ferido na estrada em troca de nada. Não cometam esse erro”. Ameaça e chantagem explícita foram entendidas rapidamente e Serra, em seguida, já se lembrava do cara e o defendia: “A acusação contra ele é injusta”.


Estava selada a mensagem. Não mexam com o cara, avisou o alto tucano. Nem mesmo a contundente delação do operador financeiro Assad à Lava Jato, feita em 2017, confirmando informações anteriores com variações sobre o mesmo tema oferecidas por delatores da Odebrecht, impediu Sergio Moro e os procuradores de manterem-se na mais ostensiva omissão.


Assad afirmou ter repassado cerca de R$ 100 milhões para Paulo entre 2007 e 2010, na gestão José Serra (PSDB) no governo de São Paulo.


O operador utilizava suas empresas de fachada para lavar recursos de empreiteiras em obras viárias na capital e região metropolitana de São Paulo, entre elas a Nova Marginal Tietê, o Rodoanel e o Complexo Jacu-Pêssego.


As empreiteiras subcontratavam as empresas de fachada de Assad, o valor das notas frias era transformado em dinheiro e as companhias indicavam os beneficiários dos recursos. Entre 2007 e 2012, o operador movimentou cerca de R$ 1,3 bilhão em contratos fictícios assinados com grandes construtoras.


Resumindo, foram bilhões desviados pelo esquema montado por Paulo Preto em São Paulo, com confirmação de diferentes fontes, inclusive, a mais recente, internacional, e não há ação efetiva de investigação, além da incipiente denúncia do MPF de São Paulo, noticiada nesta quinta-feira (22/03), sobre desvio de R$ 10 milhões destinados ao reassentamento de pessoas desapropriadas por obras da Dersa.


Há uma forte e determinada blindagem em torno daquele que já foi descrito como o “homem-bomba do PSDB”.


Se os pratos da balança continuarem pendendo leves para os tucanos, os helicópteros de Perrella mantiverem os voos recheados de pó, os carteis dos trens e do Metrô paulista prevalecerem como apenas um desvio entre servidores e empresas estrangeiras, se a máfia da merenda permanecer sugando a energia dos estudantes, não há hipocrisia capaz de impedir a revelação desta farsa envolvendo Justiça e tucanos impunes.


PS do Viomundo —  João Paulo Rillo é deputado estadual em São Paulo. Nesse sábado (24/03), após 25 anos de militância no PT, ele  foi para o Psol. As atividades fiscalizatórias a que ele se refere no texto ocorreram no mandato como deputado do PT.

João Paulo Rillo
 
 
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